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  • Tênis na Mala

Pelos cenários de Indiana Jones

Em abril de 2018 fiz uma viagem por Israel e Jordânia, cujo motivo principal era participar da Maratona de Jerusalém. Depois de ter conhecido Israel, fomos para um tour de 2 dias na Jordânia. No segundo dia, após ter conhecido um pouco das principais cidades e dormir em uma tenda beduína, fomos para Petra, cidade histórica e arqueológica localizada no sul da Jordânia ao lado de Jafra, o maior deserto da Jordânia.


Hoje Petra é patrimônio mundial da Unesco e uma das 7 novas Maravilhas do Mundo. O lugar ficou também bastante conhecido por ter sido cenário do famoso filme do diretor Steven Spilberg: “Indiana Jones e a última cruzada”. Definitivamente um clássico com Harrison Ford e Sean Connery que marcou a vida de muitos espectadores.



Chegamos em Petra em um ônibus com aproximadamente 40 turistas, sendo eu e o meu marido, os únicos brasileiros. Grande parte dos turistas do nosso ônibus eram dos Estados Unidos, o que justificou (acredito eu) a presença de um guarda turístico jordaniano o tempo todo conosco. Muito simpático, ele nos acompanhou durante toda a viagem.


Acampamento Beduíno

Após receber os tickets da entrada para a cidade, ouvimos do nosso guia um pouco da história de Petra, cidade talhada na pedra há 7 mil anos. O principal templo, Al Khazneh, que significa “Câmara do Tesouro”, foi um símbolo das glorias dos homens guerreiros que construíram Petra. Muito mais que beduínos, eles eram piratas que saqueavam os navios gregos e egípcios. Todo o tesouro capturado era levado para essa Câmara.


Esse templo principal fica a 2 km da entrada. Em nossa pesquisa durante o planejamento da viagem, descobrimos que havia um segundo templo, ainda maior, mas 5,5 km distante da entrada principal, chamado El Deir, ou “O Monastério”. Assim, nosso foco ao chegar em Petra, estava em passar pelo templo da Câmara do Tesouro e seguir para o Monastério.


Após a explicação sobre Petra, nosso guia nos deu 5 horas para explorar a cidade arqueológica. Tínhamos então alguns bons quilômetros pela frente para chegar ao nosso destino. Junto a esse objetivo, mais dois turistas que estavam no ônibus, Raymond e Billy, decidiram ir conosco para chegarmos juntos no templo El Deir. O guia nos alertou que 5 horas eram suficientes para chegarmos lá e voltar, mas os passos deveriam ser rápidos, pois Petra é uma cidade envolvente e, durante o trajeto, poderíamos nos perder no tempo, envolvidos em fotografar, o que poderia deixar o tempo mais curto para voltar.


Eu, meu marido, Raymond e Billy fomos então à busca do Monastério. Tínhamos que caminhar 11 km no total (5,5 km para ir e 5,5 km para voltar) inclusive com uma chegada incluindo uma subida de mais de 800 degraus.


Petra fica escondida atrás de uma gigantesca parede de montanhas e, durante o trajeto, é possível compreender o motivo pelo qual o lugar é também chamada de “Cidade Vermelha”. O Sol escaldante bate nessas pedras, proporcionando diferentes tonalidades que vão do rosa ao vermelho, revelando incríveis formações geológicas. Apesar do calor da região, Petra tem um frescor de um ambiente mágico, proporcionado pelos quase 80 metros de altura dos seus paredões, que dão em parte do local, bastante sombra.



Guardas Reais

No primeiro quilômetro encontramos dois simpáticos guardas reais responsáveis pela segurança da cidade. Suas roupas chamam bastante atenção pelos delicados detalhes e tipo de armamento. Pedi a eles para fazer um registro e essa é uma das imagens que consegui fazer deles.


Beduínos ficam por quase todo o trajeto, oferecendo aos turistas um meio de transporte para levar os turistas aos dois principais templos. Nos alertaram para ter cuidado em aceitar esse tipo de transporte e sobre as gorjetas que poderiam ser abusivas. Chegamos a ser abordados por eles, mas não prolongamos na abordagem pois nosso objetivo era mesmo caminhar até o destino final.


A trilha que leva ao templo principal é estreita e misteriosa. Antes ela era um leito de rio que foi desviado por um túnel para uma outra bacia hidrográfica. Para que você tenha uma ideia do tamanho dessas pedras que ficam lado a lado com você durante a primeira parte do trajeto, basta olhar na foto abaixo as pessoas espremidas ao lado dessas grandes montanhas.


Chegar no templo do tesouro (o primeiro dos dois templos que iríamos) é uma surpresa! Em meio as trilhas, de repente você se depara com um campo aberto e o tesouro bem ali na sua frente. Vivenciar isso é realmente incrível e só conhecendo de perto é que você passa a entender o porque na cena o Indiana Jones fica parado, boquiaberto e surpreso diante da beleza da Câmara do Tesouro.



No cinema, Indiana Jones está em busca do tesouro arqueológico escondido no templo. Já na Petra dos dias atuais, o templo é apenas uma sala vazia.








Continuando a nossa jornada, fomos em busca então do nosso objetivo: chegar ao Monastério. Durante a caminhada, a riqueza de Petra se revelava por meio das casas, tumbas, templos: tudo talhado na pedra. Durante o passeio fiz vários registros. Procurei viver um pouco daquele lugar e mostrar por meio de fotos como são as pessoas, as coisas, os lugares, os costumes.


Casas em pedra

Chegamos então depois de exaustivos 5,5 km de sobe e desce pelas pedras, no “Monastério”. Ficamos deslumbrados com tal beleza e impressionados com o seu tamanho, perceptível na foto que registrei um casal na porta de entrada. O contraste entre o tamanho deles e do lugar dão uma ideia da dimensão de tudo isso.


O Monastério

O declínio de Petra é um mistério, mas a causa mais provável pode ter sido uma catástrofe: Petra foi sacudida pelo mesmo terremoto que Jerusalém, em 747 D.C. Muita história veio a baixo e hoje famílias de beduínos vagam pelas ruínas de Petra.


Viver a experiência de caminhar por Petra foi uma oportunidade única!! Tenho muita vontade de voltar lá para viver isso novamente. Por enquanto, ficam as lembranças desse passeio surpreendente!!!


Felipe, Raymond, Billy e eu!

Por: Bruna Lopes

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